Texto: Filipenses 2.1-5

William Barclay diz que o perigo que ameaçava a igreja de Filipos e ainda ameaça todas as igrejas saudáveis é a desunião. Ou seja, os negócios internos da igreja não estão bem quanto os negócios externos. Paulo exorta a igreja de Filipos a tapar as brechas que estavam comprometendo a unidade da igreja, como já havia exortado a igreja de Éfeso (Ef 4.3).

Paulo recorre a este tema, depois de tê-lo abordado no capítulo anterior (1.27). Ninguém pode destruir o fato de que pessoas que creram em Cristo, foram adotadas na família de Deus, nasceram do Espírito, foram seladas pelo Espírito e batizadas no corpo de Cristo pelo Espírito são um em Cristo Jesus. Porém, essas mesmas pessoas podem quebrar essa comunhão como os membros de uma família que em vez de viver em amor, vivem brigando entre si, deixando de desfrutar a alegria de uma convivência harmoniosa. Quando os crentes vivem brigando e falando mal uns dos outros, isso é um espetáculo lamentável e vergonhoso diante do mundo que desonra a Cristo e a própria igreja.

Paulo faz uma transição dos inimigos externos (1.28), para os perigos internos (2.1-4). Paulo está deixando a ameaça de um mundo hostil, para tratar de um problema igualmente ameaçador, o da comunidade dividida. Paulo alerta para o fato de que uma igreja dividida é uma presa fácil no caso de um ataque frontal da sociedade externa. Assim, não basta apenas ficar firme contra os perigos que vêm de fora, é preciso acautelar-se contra o perigo de esboroar-se por causa das divisões intestinas.

O Espírito Santo é o princípio unificador na igreja local (1Co 12.4-11). Somente ele pode dar ordem ao caos e preservar a harmonia no corpo de Cristo. A não ser que o Espírito Santo reine, haverá na igreja confusão. Sem o Espírito Santo não há vida nem poder na igreja. Onde reina o Espírito Santo, existe amor, porque o amor é fruto do Espírito.

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