Livros de Reis e Crônicas


REIS – 1º Reis

Tema: Gloria do reino de Salomão e grande desafio da idolatria


I. Reino Unido Sob Salomão (caps. 1-11)

a) O Reino de Salomão é estabelecido (caps. 1-4)

b) O templo de Salomão é construído (caps. 5-8)

c) A glória e a apostasia de Salomão (caps. 9-11)

II. O Reino Dividido até Josafá (caps. 12-22)

a) Luta contra a idolatria em ambos os reinos (caps. 12-16)

b) Luta contra a adoração a Baal no Norte (caps. 17-22)


REIS – 2 Reis

Tema: Grande julgamento do Senhor sobre Israel e Judá por causa da idolatria.


I- O Senhor admoesta constantemente Israel até o colapso em 722 a.C (caps. 1-17).

a) Ministério de julgamento do profeta Elias (caps 1-8)

b) Sentença de massacre por meio do rei Jeú (caps. 9 e 10)

c) Ministério de julgamento de Joiada, o sacerdote de Judá (caps. 11 e 12)

d) Mas julgamento pela desobediência à ordem divina (caps. 13 e 17)

II. O Senhor admoesta constantemente Judá até o colapso em 586 a.C. (caps. 18-25)

a) Reforma imposta por Ezequias (caps. 18-20)

b) Mau reinado dos descendentes de Ezequias (cap.21)

c) Reforma imposta por Josias (caps 22-23)

d) Mau reinado dos descendentes de Josias (caps 23-24)

e) Total destruição do Reino do Sul (cap 25)


Titulo – Esse nome foi dado a esses livros em razão das primeiras palavras com que o primeiro deles se inicia, Wehammelek, em hebraico (“Sendo o rei”). Os hebreus consideravam-nos um livro único, pelo fato de constituírem uma história ininterrupta. Os tradutores gregos dividiram-no em dois, chamando-os de 3 4 Reis.


Autor – Apesar de os livros serem anônimos, são tradicionalmente considerados como escritos por Jeremias, auxiliado por seu secretário, Baruque (Jr 45). Assim Jeremias, o profeta que viveu na época do exílio, pode muito bem ter sido o autor.


CENÁRIO HISTÓRICO – Data: 970-560 a.C.

1- Os acontecimentos de 1 2 Reis estendem-se desde a morte do rei Davi, o primeiro rei da aliança, até o cativeiro de Zedequias, último rei de Judá.

2- O primeiro de Salomão a Zedequias é conhecido como a era do templo de Salomão, estendendo-se desde a construção do templo por Salomão até sua destruição por Nabucodonosor.


CENÁRIO POLÍTICO

1 Nacionalmente, os livros cobrem o período da maior influência política de Israel, na época de Salomão, até o completo eclipse político, quando o Reino do Sul foi destruído, e o povo remanescente, exilado para a Babilônia.

2- Internacionalmente, não havia grande império mundial exercendo muita influência ou mostrando proeminência no cenário mundial no começo do período.


CENÁRIO RELIGIOSO

1- A construção do templo de Salomão no começo do período constitui o ponto máximo da história religiosa de Israel. Salomão também institui um sistema de adoração altamente organizado e, no começo, inspirou forte sentimento religioso pela alocução e pela cerimônia da inauguração. Entretanto, o bom começo não durou muito, e a idolatria inundou novamente a nação, levada pelas práticas conciliatórias de Salomão, que constitui altares para suas esposas pagãs.

2- A índole religiosa do período pode ser vista no caráter dos diversos reis de cada reino: Depois de Salomão, Judá teve 19 reis e uma rainha, dos quais somente oito foram justos de acordo com o padrão divino. O reino de Israel, no Norte, teve 19 reis, mas todos eles fizeram o que era “mau” perante o Senhor.


OBJETIVO DOS LIVROS DE REIS

1- O objetivo literário do autor era completar a história do reinado de Davi. Como o segundo livro de Samuel terminou com Davi comprando o local do templo, 1 Reis principiou com Salomão preparando a construção do templo, e 2 Reis continua a história até a destruição do templo, terminando assim o período. 

2- O objetivo religioso é relacionar a história à observância da aliança. O autor procura enfatizar para a nação, que marchava para o cativeiro em 586, a ligação inseparável entre obediência e bênção, e entre desobediência e maldição.


CONTRIBUIÇÕES SINGULARES DE 1 E 2 REIS


1- GRANDEZA DE SALOMÃO (1Rs 1-11). A preeminência de Salomão consistiu em sua sabedoria, na construção do templo e no reinado de paz e esplendor. Essa grandeza retrata as bênçãos prometidas ao reino de Davi baseadas na obediência e nos princípios teocráticos da aliança. Salomão, todavia, deixou de praticar o que proclamou com tanta grandiosidade.


2- TEMPLO DE OURO DE SALOMÃO (1Rs 5-8). Foi essa a contribuição de Israel para as “sete maravilhas do mundo”. Quanto ao material e à execução, o templo excedeu a tudo o que existia em sua época. O santuário, bem como as paredes e o assoalho, eram cobertos de ouro puro. O ouro e a prata vieram, em sua maioria, de uma arrecadação feita por Davi (1Cr 28.19; 29.1-9). Por que a casa de Deus seria tão suntuosa quando grande parte do povo era pobre? Porque o templo deveria refletir a glória e a grandeza do Deus de Israel e simbolizar essa glória para as nações (2Cr 2.5-12).


3– REINO DIVIDIDO: 931 a.C (1Rs 12). Após 80 anos de construção e estabelecimento do reino, sob Davi e Salomão, ele foi dividido definitivamente em dois logo depois da morte deste último.Dez tribos reuniram-se sob Jeroboão, e as duas restantes, sob Roboão, com o nome de Israel e Judá. Por que um reino tão maravilhoso dividiu-se com tal rapidez?

a) Espiritualmente, por causa da idolatria de Salomão causada por suas muitas esposas (1Rs 11.11);

b) Economicamente, foi o resultado da tirania de Salomão e dos pesados impostos (1Rs 12).

c) Politicamente, havia antiga rivalidade entre Judá e Efraim, a qual foi explorada por Jeroboão, que era efraimita. Essa tribo relutou muitas vezes a inclinar-se à liderança de Judá. A Efraim pertenciamJosué e José, dois grandes líderes do povo israelita.


4– SISTEMA DE CULTO AOS BEZERROS EM ISRAEL. (1Rs 12.25ss). Essa instituição foi obviamente um expediente político de Joroboão para evitar que o povo descesse até Jerusalém e seu templo. Como Arão fizera antes, ele infringiu o segundo mandamento para maior conveniência do culto. Foi esse pecado de Jeroboão que condenou todos os futuros reis do Reino do Norte.


5– CULTO A BAAL INSTITUÍDO POR ACABE E JEZABEL (1Rs 16.29ss). A aquiescência de Israel ao culto dos bezerros tornou a nação presa fácil para o culto cananeu a Baal, 60 anos mais tarde. O culto aos bezerros infringiu o segundo mandamento, e o culto a Baal infringindo o primeiro. Baal era o principal entre os ídolos cananeus. Como deus da agricultura, chuva e fertilidade, exercia atração especial sobre Israel. Jezabel, esposa de Acabe, oriunda da Fenícia, foi quem instigou essa religião em Israel e contratou 850 profetas de Baal e Aserá (1Rs 18.19).


6– ELIAS E ELIZEU, PROFETAS DOS MILAGRES (1Rs 17- 2Rs 9). Seu único propósito era denunciar o culto a Baal e chamar atenção para o poder maior do Deus de Israel. Seu primeiro milagre de fechar os céus por mais de três anos foi um desafio ao poder de Baal, que era o deus da agricultura e da chuva. Eles foram trazidos pelo Senhor a Canaã com a finalidade de destruir as práticas idólatras. O último ato de Elizeu foi ungir Jeú para destruir a casa de Acabe e todo o sistema de adoração a Baal em Israel (1Rs 9.6-10).


7– QUEDA DE SAMARIA: 722 a.C (2Rs 17). Os últimos 30 sombrios anos de Israel foram caracterizados por caos políticos. Samaria tinha sido constituída por Onri, o rei que introduziu Jezabel no cenário judaico mediante um pacto de casamento, e naquela cidade ocorreu o fim do reino. A queda do Reino do Norte foi uma admoestação para Judá de que o Senhor não mais suportaria idolatria em sua terra (Ez 23.11).


8– REFORMA DE EZEQUIAS EM JUDÁ (2Rs 18-20; 2Cr 29-32). O rei Ezequias foi responsável por uma das maiores reformas em Judá. O texto não diz que Senaqueribe subiu contra Judá no mesmo ano em que 185 mil assírios foram destruídos (2Rs 18.13).


9– REFORMADORES DE JUDÁ.   Judá teve nove reis virtuosos, de um total de 19. Cinco empenharam-se em reformas: Asa, JosafáJoásEzequias e Josias. Dois dos reformadores, todavia, apostaram no fim de seus dias (Asa e Joás), e os filhos, sucessores dos outros três reformadores (JosafàEzequias e Josias), foram maus e destruíram quase tudo o que havia sido feito.


10– REFORMAS GRANDES, PORÉM INÚTIL, DE JOSIAS (2Rs 22 e 23; 2Cr 34 e 35). A última reforma de Judá foi talvez a maior de todas. Não houve dedicação maior do que a do jovem Josias, que quase sozinho tirou a nação da idolatria e do caos político para uma época de purificação e prosperidade, como jamais a nação vira desde Samuel.


11 DESTRUIÇÃO DE JERUZALÉM E DO TEMPLO EM 586 a.C (2Rs 25; 2Cr 36). Os motivos para a destruição e o cativeiro podem ser resumidos em três pontos: 

a) Recusaram-se a guardar a Lei da aliança e recorreram a toda a idolatria e abominações dos gentios;

b) Recusaram-se a aceitar as correções dos profetas de Deus e os castigos do Senhor;

c) Recusaram-se a guardar os sábados de Deus e os anos sabáticos. Tentaram ludibriar o Senhor durante setenta anos.

 

12- CRISTOLOGIA EM REIS. Os livros de Reis não têm predições messiânicas, mas o rei Salomão é um notável tipo de Cristo no papel de rei. Salomão tipifica Cristo especialmente em sua vinda gloriosa trazendo paz, prosperidade e justiça ao mundo (Mt 12.42).


CRÔNICAS – 1 CRÔNICAS


TEMA: A saberania de Deus ao estabelecer o trono de Davi.


I- GENEALOGIAS IMPORTANTES DO REINADO DE DAVI (caps. 1-9)

A- Genealogias da nação de Israel (cap.1)

B- Genealogias da casa de Davi (caps. 2 e 3)

C- Genealogias das tribos (cap. 4-9)


II- PONTOS CULMINANTES DO REINADO DE DAVI (caps. 10-29)

A- Davi sobe ao trono (caps.10-12)

B- Davi traz de volta a arca para Jerusalém (caps. 13-16)

C- Davi recebe a aliança real (caps. 17-21)

D- Davi faz preparativos para a construção do templo (caps.21-29)


CRÔNICAS- 2 CRÔNICAS


TEMA: A fidelidade de Deus para disciplinar a dinastia de Davi.


I- REINADO DE SALOMÃO- ÊNFASE NA CONSTRU^ÇÃO DO TEMPLO (caps.1-9)

A- Salomão pede ao Senhor sabedoria (cap. 1)

B- Salomão constrói o templo para o Senhor (caps.2-5)

C- Salomão dedica o templo ao Senhor (caps.6 e 7)

D- Salomão obtém do Senhor sucesso (caps. 8 e 9)


II- REINADO DOS FILHOS DE SALOMÃO- ÊNFASE NAS REFORMAS (caps.10-36)

A- Quatro primeiras reformas contrastadas (caps. 10-20)

B- Três desdenham a reforma e são condenados (caps.21-22)

C- Quatro reformas executadas terminam em desastre (caps.23-27)

D- Idolatria e obstinada recusa de Acaz de atender o Senhor (cap. 28)

E- Apressada e enérgica reforma de Ezequias (caps. 29-32)

F- Idolatria e retardada reforma de Manassés (cap. 33)

G- Grande reforma final de Josias anulada por seus filhos (caps.34-36).


TITULO  Crônica é um nome cristão dado a estes livros por Jerônimo no século IV da era cristã, É um título bem escolhido, pois sugere o propósito de fazer um registro cronológico da história sagrada. 

1- Os dois livros, que formam um só volume no cânon hebraico, têm o nome de “Atos dos Dias” ou “Atos dos Tempos”.

2- Os tradutores gregos denominaram-no Paraleipomena (coisas esquecidas), considerando-os um suplemento aos livros de Samuel e Reis.

 

AUTOR – Embora anônimos, os livros são evidentemente obra de Esdras, o sacerdote, de acordo com a tradição hebraica. Note-se que os últimos versículos de Crônicas são os primeiros versículos do livro que leva o nome desse profeta, o que sugere uma continuação.


CENÁRIO HISTÓRICO

Da criação de Adão até Ciro, da Pérsia (538 a.C)

Os acontecimentos ou cronologias dos livros, entretanto, abrangem toda a história do Antigo Testamento, desde Adão até os netos de ZorobabelPelatias e Josaías em 1 Crônicas 1-3, que foram contemporâneos de Esdras (Keil). Seu alcance cronológico é, portanto, maior do que qualquer outro livro da Bíblia, desde Gênesis até Malaquias.

CENÁRIO POLÍTICO

Quando os livros de Crônicas foram compilados, Judá já não era uma monarquia, e sim apenas um pequeno grupo de exilados que voltaram da Babilônia sob vassalagem do Império Persa. Os Judeus, porém, não deixaram de exercer influência sobre o império nessa época. Daniel chegara à posição de primeiro-ministro, tanto no Império Babilônico de Nabucodonosor como no Império Persa de Ciro (Dn 2.6). Ester e Mardoqueu chegaram a ser, respectivamente, rainha e primeiro-ministro do Império Persa na época de Xerxes {Assuero, em algumas versões}.


CENÁRIO RELIGIOSO

A estagnação religiosa é evidente em todos os seis livros pós-exílio (Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias). Eles estavam provavelmente esperando que o Senhor instituísse rapidamente o reino messiânico logo após o retorno deles à pátria.


OBJETIVOS DOS LIVROS DE CRÔNICAS

a) O objetivo histórico dos livros não era continuar a história de Israel a partir do final de 2Reis, mas apresentar de maneira sucinta toda a história sob a perspectiva divina. Em vez de começar com Samuel ou Abraão, ele o faz com Adão.

b) O fato de estarem colocados no final do cânon hebraico sugere um objetivo canônico. Esdras (a quem se atribuiu a ordem dada ao cânon hebraico) não os colocou no fim por mera modéstia, mas para dar-lhes uma importância especial.


CONTRIBUIÇÕES SINGULARES DE 1 E 2CRÔNICAS


1- PERSPECTIVA DIVINA. A apresentação de Crônicas não é uma repetição, mas um amplo estudo da história de Israel. Os livros enfatizam a soberania e o domínio de Deus sobre os interesses de seu povo, a fim de cumprir seus propósitos, apesar dos impulsos humanos.

  

2- CRÔNICAS EM CONTRASTE COM SAMUEL E REIS.

a) Crônicas apresenta o ponto de vista sacerdotal, em vez do profético. Há muitas referências aos sacerdotes e levitas, enquanto os ministros dos grandes profetas Elias e Eliseu são raramente mencionados.

b) Em Crônicas, o enfoque nacional é mais em Judá do que em Israel.

c) O enredo básico é mais eclesiástico do que político ou militar. O autor está mais interessado nas reformas do que em campanhas militares.

d) O estilo de Crônicas é mais estatístico do que biográfico. É dada atenção especial a Davi em sua função de organizar o sacerdócio, à atividades dos levitas e dos cantores, bem como a aspectos administrativos.

e) O objetivo de Crônicas é encorajar mais do que castigar, estimular lealdade mais do que indicar culpa. Os grandes pecados de Davi e Salomão não são sequer mencionados. Até mesmo os maus reis de Judá são apresentados como pessoas que tentaram reformas, procurando dar ênfase ao aspecto positivo da vida deles (por exemplo, Roboão e Manassés).

f) Em Crônicas, não foi enfatizada a idolatria, mas sim a indiferença espiritual. O pecado de Jeroboão, que promoveu o culto aos bezerros, mencionado quatro vezes em Reis, nem mesmo é registrado em Crônicas. O destrutivo pecado da idolatria de Salomão é omitido.

 

3- “BUSCAR O SENHOR”. Essa admoestação, que ocorre com frequência em Salmos e nos Profetas, não é usada nos livros históricos de Samuel e de Reis. É, porém, enfatizada 11 vezes em Crônicas. O versículo-chave dos dois livros pode ser 2Crônicas 7.14, que acentua a necessidade de arrependimento pessoal e de um coração voltado para Deus a fim de que as bênçãos da aliança possam ser cumpridas.


4- QUADROS GENEALÓGICOS. Dão importância especial às genealogias de Judá e Davi para traçar os direitos ao trono, e às genealogias de Levi e Arão para traçar os direitos sacerdotais.


5- PERIGO DA PROSPERIDADE. Os livros de Crônicas enfatizam o perigo de deixar Deus de lado em época de prosperidade ou poder. Observa-se isso no declínio de Roboão. Asa, JosafáJeorão, Amazias, Uzias e Ezequias. Prosperidade e poder são bênçãos divinasmas há o perigo de os alcançados por elas se afastarem de Deus.

 

6- CONFERÊNCIAS BÍBLICAS DE JOSAFÁ. Josafá distinguiu-se pelo singular método reavivalista de mandar pregadores e professores itinerantes (príncipes, levitas e sacerdotes) ensinar o Livro da Lei em todas as cidades de Judá. O resultado direto do reavivamento foi paz e bom relacionamento com as nações vizinhas, graça perante o Senhor e prosperidade nacional.

 

LISTA COMPILADA DE 53 GERAÇÕES DE ADÃO A ZOROBABEL

Adão, Sete, EnosCainãMaalaleelJarede, Enoque, MatuisalémLameque, Noé, Sem, ArfaxadeSeláHéberPelegueReúSerugueNaor, Terá, Abraão, Isaque, Jacó, Judá, Perez, HezromRãoAminadabeNaassomSalmomBoazObede, Jessé, Davi, Salomão, RoboãoAbias, Asa, JosafáJorãoAcaziasJoás, Amazias, Azarias, JotãoAcazEzequiasManassésAmom, Josias, JeoaquimJeconiasPelaías (ou Selatiel), Zorobabel.

  

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