ESBOÇO DE ESDRAS
TEMA: Volta de Israel do exilio a fim de reconstruir o templo para adoração.

1- RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO POR ZOROBABEL (1-6)caps.

A. Efetuada a volta dos renascentes (caps. 1 e 2)

B. Iniciada a reconstrução do templo (caps. 3 e 4)

C. Concluída a reconstrução do templo (caps. 5 e 6 )

2- REFORMA MORAL DO POVO POR ESDRAS (caps. 7-10)

A. Preparação e comissão de Esdras (caps. 7)

B. Problemas de recrutamento e viagem (caps. 8)

C. Problema de casamentos mistos em Judá (caps. 9 e 10)

ESBOÇO DE NEEMIAS

TEMA: Reconstrução do muro e renovação da aliança

1- RECONSTRUÇÃO DO MURO DA CIDADE- NEEMIAS (caps.1-7)

A. Interesse e volta de Neemias (caps. 1 e 2)

B. Construção e reparação feitas pelo povo (cap. 3)

C. Escárnio e zombaria dos adversários (caps. 4 e 5)

D. Conclusão e registro (caps. 6 e 7)

2- RENOVAÇÃO DA ALIANÇA MOSAICA- ESDRAS (caps. 8 -10)

A. Leitura pública da aliança de Moisés (cap. 8)

B. Reconsagração pública da aliança de Moisés (caps. 9 e 10)

3- REGISTRO E REFORMAS POSTERIORES- NEEMIAS (caps. 11-13)

A. Registro do povo de Jerusalém (cap. 11)

B. Registro dos sacerdotes de Jerusalém (cap. 12)

C. Reconsagração do muro de Jerusalém (cap. 12)

D. Repressão a diversos abusos em Jerusalém (cap. 13)

A. Titulo.

Os livros de Esdras e de Neemias eram considerados um só livro nos tempos antigos. A Septuaginta também os considerava um livro único. A Vulgata Latina dividiu-os em dois livros, denominando Esdras “Esdras A” , e Neemias “Esdras B”. A Bíblia evangélica e a hebraica moderna dividem-nos em dois denominando-os Esdras e Neemias em homenagem ás suas figuras humanas principais.

B. Autor ou compilador

Esdras, o sacerdote, é geralmente considerado o autor ou compilador dos quatro livros históricos desse período: 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias. Quanto a Neemias, é provável que Esdras usasse as memórias de Neemias, porquanto este fala na primeira pessoa de vez em quando. Esdras era filho de Seraías, o sumo sacerdote assassinado por Nabucodonosor em 586 a.C. Sua importância como professor da Lei que concluiu o Antigo Testamento é com frequência comparada com a de Moisés, o legislador, que começou a escrever o AT. Ambos  

eram levitas. Moisés escreveu os primeiros cinco livros; Esdras escreveu ou compilou os quatro últimos. As obrigações de Esdras para com os hebreus que voltaram do exílio incluíam diversas tarefas grandiosas:

a- Reinstituir o devido culto no templo reconstruído em 457 a.C.

b- Escrever ou compilar 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e salmo 119.

c- Presidir a “Grande Sinagoga” que presumivelmente determinou e organizou o cânon hebraico das Escrituras.

d- Instituir sinagogas locais em Judá para o estudo da Torá.

CENÁRIO HISTÓRICO

A. Data: c. 430-425 a.C.

É provável que os livros tivessem sido completados perto do fim do período, depois de Malaquias, último profeta. Essa história cobre um período de mais de cem anos, desde a volta de Zorobabel, construtor dos muros (depois de 432). Na realidade, foram quatro turmas que voltaram do cativeiro: a de Zorobabel em 537, a de Esdras em 457, a de Neemias em 444 e a outra de Neemias em 432.

CENÁRIO POLÍTICO

Estes livros introduzem um novo período da história de Israel tanto no âmbito nacional quanto no internacional. No âmbito nacional, foi o principio da era pós-exílio com a volta de Israel á sua terra. Os 70 anos de exílio tinham terminado. No âmbito internacional, foi o principio da era do Império Persa com seu grande número de novas manobras políticas, que afetaram Israel e o mundo. Ao examinar a política da época, não se deve esquecer que diversos judeus tinham alcançado altos postos no governo persa e, com toda a certeza, exerciam grande influência na corte. Daniel, Ester e Mardoqueu ocuparam lugares de suprema importância e de influência política durante os períodos babilônico e persa.

CENÁRIO RELIGIOSO

1- Internacionalmente, um novo clima religioso foi introduzido pelos persas. Os decretos de Ciro e Dario surgiram parcialmente inspirados por sua fé religiosa. Como resultado dessa visão, eles fizeram o povo voltar á sua terra natal a fim de aplacar os deuses locais e promover a paz no império.

2- Para muitos em Israel, o exílio na Babilônia produziu uma grande revolução espiritual. Embora muitos tivessem preferido permanecer no fértil vale da Babilônia, um contingente de aproximadamente 50 mil homens (além de mulheres e crianças) aceitou o convite para enfrentar os reveses da volta a Judá, ás cidades destruídas e colinas cobertas de vegetação. O estudo da Torá e dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, feito nas sinagogas, exerceu sem dúvidas uma grande influência na inspiração dessa fé religiosa.

3- Foi esse um período de muito pensamento e convulsão religiosa e filosófica no mundo.

a. Sócrates (c. 469), Platão (427) e Aristóteles (384) muito contribuíram para o desenvolvimento do pensamento grego ou helenista, grande influenciador do mundo.

b. Zoroastro (Zaratustra, 628-551), cujas idéias se espalharam rapidamente pelo mundo persa.

c. Buda (Gautama, 563-486) desenvolveu as “Quatro Nobres Verdades” do budismo, rejeitando o antigo hinduísmo com seu sistema de castas, idéia que se espalhou pela Índia.

d. Confúcio (Kung Fu-Tsé, c. 551-479) ensinou na China durante uma época de grande luta interna e rejeição de tradições religiosas. Essas atividades religiosas e o desassossego mundial enfatizam a importância da obra de Esdras para preservar a religião verdadeira dos patriarcas e profetas.

OBJETIVOS DOS LIVROS DE ESDRAS E NEEMIAS

Objetivo unificado de Esdras e de Neemias. Historicamente, foram escritos para completar a história de Israel, registrada em Crônicas.

Objetivo de Esdras. O objetivo específico desse livro era documentar a volta do povo que vinha reconstruir o templo na ocasião certa em que o Senhor, por intermédio de Jeremias, dissera que aconteceria (jr 29.10ss; Ed 1.1).

Objetivo de Neemias. O livro mostra como Deus usou uma pessoa leiga, mas interessada, para assentar os blocos do muro de Jerusalém a fim de que houvesse proteção aos remanescentes e ao templo reconstruído, bem como defesa contra as incursões do comercialismo e da cultura pagã, que tinha a tendência de enfraquecer a pureza divina.

CONTRIBUIÇÕES SINGULARES DE ESDRAS E DE NEEMIAS

A HISTÓRIA DE ISRAEL PÓS-EXÍLIO. Os livros de Esdras e de Neemias narram a volta do cativeiro. Esdras descreve como a profecia de Jeremias 25.12 e 29.10 foi cumprida. Uma servidão de 70 anos desde o primeiro cativeiro, em 606, até a libertação e volta, em 536.2. Uma sobreposição de 70 anos desde a destruição do templo, em 586, até o término do novo templo, em 516. O remanescente que voltou era quase todo ele de judeus, mas evidentemente representavam todo Israel conforme sugere o seguinte: 1- O decreto de Ciro dizia respeito de todo o Israel, incluindo as dez tribos do Norte levadas para Assíria (Ed 1.3). 2- As doze tribos são representadas por doze líderes (Ne 7.7; Ed 2.2).  

CONFIRMAÇÃO DA PALAVRA PROFÉTICA. A grande ênfase de Esdras recaía sobre a “Palavra”, conforme se nota no salmo 119 (atribuído a ele). De igual modo, o livro de Esdras começa com uma afirmação do cumprimento da palavra de Deus por intermédio de Jeremias.

O IMPÉRIO PERSA NO PLANO DE DEUS. A história de Esdras e de Neemias começa com Ciro, o primeiro rei persa, e estende-se até Jadua, o sumo sacerdote, em, 333, ano da destruição do Império Persa. A política da Pérsia, inteiramente radical acerca dos povos cativos, procurando repatriá-los e captar-lhes a boa vontade, em vez da servidão, enquadrou-se com perfeição no programa divino da restauração de seu povo.

TEMPO DE VIAGEM DA BABILÕNIA A JERUSALÉM. (Ed 7.9; 8.31). Esdras informa o tempo de viagem da Babilônia a Jerusalém ( 1.448 quilômetros, aproximadamente). Levou quatro meses, “porque a boa mão de se Deus estava sobre ele”. (7.9). Viajaram com muita rapidez e não pediram escolta militar para protegê-los.

CONTROVÉRSIA SAMARITANA. (Ed 4). A recusa de Israel em aceitar o auxilio dos samaritanos na reconstrução do templo parece trivial, mas teve como resultado uma quebra de relacionamento que se estendeu até os dias do Novo testamento. Os dois povos chegaram a considerar-se inimigos a ponto de recusar qualquer associação. Provavelmente ponderaram que o fato de aceitar seu auxilio na construção implicaria a exigência por parte dos samaritanos de ter participação na instituição do culto no templo.

ZOROBABEL E SESBAZAR (Ed 1.8, 11; 2.2). Serão duas pessoas diferentes ou uma só? Sobre ambos, há o registro de que lançaram os alicerces do templo. Embora os nomes possam referir-se á mesma pessoa, as passagens bíblicas parecem diferenciá-los. Há uma teoria que diz ser “Sesbazar” outra maneira de se escrever “Sesbazar”. Zorobabel, o líder da linha real da geração seguinte, assumiu então a função de completar o templo e tornou-se governador.

TEMPLO DE ZOROBABEL (Ed 6. 3,4). Como pode ser esse templo comparado com o de Salomão? Era um terço maior do que o de Salomão, embora fosse mais simples e menos suntuoso. O Talmude registra cinco coisas do templo de Salomão que não se encontravam no de Zorobabel: a arca, o fogo sagrado, a Shekiná, o Espirito Santo, e o Urim e o Tumim. No lugar da arca da aliança foi colocada uma grande pedra.

ESDRAS ORDENA O DIVÓRCIO (Ed 9. 1ss; 10.3,11). Essa ordem sem precedente de que os israelitas se divorciassem de suas esposas gentias parece contradizer Moisés (Dt 21.10-14;24.1-4) . O legislador simplesmente exigia que as mulheres gentias passassem por um ritual de purificação . O problema defrontado por Esdras pode ter sido semelhante áquele com que Malaquias se defrontou em Malaquias 2.11-16 ; casamento com esposa estrangeira, além da primeira ou da esposa da aliança. Divorciar-se da “ mulher da sua mocidade “ era um pecado odiado por Deus conforme Malaquias ( 2.15,16 ) . do mesmo modo que Deus ordenou a Abraão que se divorciasse da segunda esposa, Hagar, que era estrangeira (Gn 21.12) .

CRISTOLOGIA EM ESDRAS E EM NEEMIAS As duas figuras dominantes, Zorobabel e Josué, são consideradas nos dois livros proféticos do período, Ageu e Zacarias, como pronúncio de Cristo, como o Rei-Sacerdote o homem cujo nome é Renovo.

Este post tem um comentário

  1. João Batista

    excelente comentários. parabéns.

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