1º – A IMPORTÂNCIA

Os discípulos de Jesus se apegaram firmemente a esperança do breve estabelecimento do Reino de Deus (MT 18:1) Haviam argumentado sobre quem teria o status mais elevado no Reino. (At 1:6) Mostra que o pensamento deles continuou a ser dominado pela esperança de um reino teocrático terreno.

 

A morte de Jesus abalou todas as esperançasos discípulos e seus seguidores observavam a crucificação a distancia (Lc.23:49). Aparentemente somente um de seus discípulos esteve presente na hora de sua morte (Jo 19:26). Nenhum de seus discípulos teve coragem de solicitar o corpo para sepultar e nem foram os discípulos que foram ao tumulo e descobriram que estava vazio, mas sim as mulheres. Aparentemente os discípulos estavam escondidos em algum lugar com medo (Jô 20:19).

 

A morte de Jesus significou a morte da esperança. A vinda do Reino fora um sonho perdido, aprisionado no tumulo junto com o corpo de Jesus (Lc 24:21). Muito embora Jesus estivesse predito a sua morte, a idéia de um Messias que morresse era estranha. Representava um desilusão para os seus seguidores.

 

Em poucos dias, no entanto tudo isso mudou. Aqueles Galileus desiludidos começaram a proclamar uma nova mensagem em Jerusalém, afirmavam que de fato Jesus era o Messias (At 2.36) que sua morte tinha sido da vontade e do plano de Deus.

 

Qual foi a causa desta radical transformação, tanto na conduta dos discípulos com em sua atitude para com Jesus? A resposta do novo testamento é que ressuscitou dentre os mortos. De fato a ressurreição é o centro da mensagem cristã primitiva. O primeiro sermão que foi registrado consistia de uma proclamação do fato e significado da ressurreição (At. 2:14-36). O mais importante foi o fato de que Jesus que fora executado com criminoso, tinha sido ressuscitado dentre os mortos (At 2:24-32).

 

A função primaria dos apóstolos, na comunhão cristã primitiva, não era dominar ou governar, mas dar testemunho da ressurreição de Jesus (At 4:33). Isto pode ser demonstrada pelas qualidades exigidas para o sucessor de Judas: ele deve ser testemunha conosco da sua ressurreição (At 1:22).

 

Foi o testemunho persistente da ressurreição que causou a primeira reação oficial da parte dos lideres religiosos contra essa nova seita (At 4:2-2/ 5?27-28).

Em resumo o cristianismo primitivo não consiste de uma doutrina sobre Deus nem de uma nova esperança de mortalidade, nem de novas perspectivas teológicas a respeito da natureza da salvação. Consistiu do recital de um grande evento, de um poderoso ato de Deus: Ressuscitar Cristo dentre os mortos.

 

2º – O FATO DA RESSUREIÇÃO.

O Deus que é adorado na fé cristã não é produto dessa mesma fé nem a criação de teólogos ou filósofos. Ele não é um deus que foi inventado ou descoberto pelos homens. É o Deus que tomou a iniciativa de falar aos homens, de autorrevelar-se numa série de eventos redentores. Deus não se tornou conhecido através de um sistema de ensino, em de uma teologia ou de um livro, mas por uma série de eventos registrados na Bíblia. A vinda de Jesus de Nazaré foi o clímax e a sua ressurreição é o ponto de valida tudo que dantes acontecera. Se a ressurreição de Cristo não é realidade, então não temos segurança de que Deus é o deus vivo, pois a morte é a palavra final. A fé cristã fica aprisionada no tumulo.

 

Há vários fatos que são confirmados pelos evangelhos:

 Jesus foi morto, poucos eruditos de estirpe questionarão tal fato.

 As esperança dos discípulos também estava mortas.

 O desanimo e frustração dos discípulos forma abruptamente transformadas em confiança e certeza. De repente foram possuídos de certeza de que Jesus não estava mais morto.

 O tumulo estava vazio. Este é testemunhado por todos os evangelhos e é pressuposto na declaração de fé de Paulo (I Cor 15:1-34).

 A fé na ressurreição. Poucos negariam, hoje que se trata de um sólido fato histórico que os discípulos creram que Jesus ressuscitou dentre os mortos. Foi essa fé que criou a Igreja. Não foi a esperança da continuidade da vida no além tumulo, uma confiança na supremacia de deus sobre a morte ou a convicção da imortalidade do espírito humano que deus origem a igreja e a mensagem a ser proclamada. Foi a crença de um evento acontecido no tempo e no espaço: Jesus de Nazaré ressuscitou dentre os mortos.

Algo aconteceu para dar origem a fé na ressurreição de Jesus demonstrada pelos discípulos. Não foi a fé dos discípulos que criou a história da ressurreição, foi um evento atrás dessa história que deus origem a fé. Eles haviam perdido a fé. O Fato criou a fé.

 

 

Permanece a questão para acrítica histórica: O que acontecei? Que evento histórico criou a fé na ressurreição e produziu as narrativas das aparições do ressuscitado e do tumulo vazio?

1º Os discípulo roubaram o corpo de Jesus e o esconderam

 Jesus realmente não morreu apenas desfaleceu em virtude da fraqueza e da perda de sangue.

 Maria perdeu-se no jardim e chegou a um tumulo errado, achando-o vazio.

Tais histórias refutam-se a si mesmas. A única explicação histórica plausível é que os discípulos tiveram experiências reais.

Na experiência humana, a imaginação e tão real como a realidade objetiva, e não apenas pertence a um tipo de realidade diferente. Esta teoria afirma que os discípulos experimentaram visões reais, de tal forma que as interpretaram com o significado de que Jesus estava vivo e fora vitorioso sobre a morte.

 

O que produziu as visões? Visão são fatos psicológicos; são uma realidade. Fé não produz as visões, e visões não produzem fé. Não há explicação adequada que justifique o surgimento da fé na ressurreição, a não ser esta: Jesus ressurgiu dentre os mortos.  Uma fé que pudesse ser despertada somente por aparições não possuiria muito valor moral ou religioso. As aparições do Cristo ressurreto e a palavra de suas testemunhas foram os elementos que em primeiro lugar deram origem a esta fé. 

 

3º – A NATUREZA DA RESSUREIÇÃO.

Qual a natureza da ressurreição? Uma vez que a ressurreição significa que Jesus esta ressurreto, ou seja, na proclamação do evangelho.

 

É incrível a ressurreição de um cadáver. No novo testamento não descreve a ressurreição de Jesus em termo do ressuscitamento de um cadáver, mas como a emergência de uma nova ordem de vida dentro do tempo e do espaço.

 

A ressurreição de Jesus não é a restauração de um corpo morto a vida física, ela é o surgimento de uma nova ordem de vida. E a vida eterna sendo incorporada no tempo e no especo. E o começo da ressurreição escatológica.

 

O caráter escatológico da ressurreição de Jesus esta implícito em dois pontos:

 A natureza da pregação apostólica da ressurreição (At 4.2) a oposição dos Saduceus foi suscitada porque os discípulos estavam anunciando “em Jesus a ressurreição dentre os mortos”. Os rabinos ensinavam a ressurreição como sendo uma questão de teologia teórica. Com a mensagem cristã era diferente. Não havia teoria abstrata ou teologia fria, ali estava a proclamação de um fato contemporâneo, que se verdadeiro, havia ocorrido sob seus próprios olhos.

 Atestada pela natureza de seu corpo ressuscitado, conforme registra nos evangelhos. A Ressurreição de Jesus foi claramente corpórea, contudo era um corpo que possuía poderes novo e mais elevados do que o seu corpo físico entes da morte. 

Os evangelhos entram em grandes detalhes, na afirmação de que a ressurreição de Jesus foi, de fato, uma ressurreição corpórea. Nisto reside o significado do tumulo vazio. Não foi o tumulo vazio que despertou a fé em João, mas as roupas deixadas por Jesus (Jo 20:6-8). O tumulo vazio, portanto não é um testemunho do fato da ressurreição, mas sobretudo, de sua natureza, pois foi um ressurreição do corpo de Jesus.

 

No entanto o corpo de Jesus possuía poderes novos e maravilhosos, que o categorizavam como um corpo a parte de outro corpo físico natural. Possuía capacidades nunca antes experimentada sobre a terra. Tinha o surpreendente poder de aparecer e desaparecer (Jo. 20:19,26).

 

Esses dois fatores apontam para uma dupla conclusão: a ressurreição de Jesus foi corpórea, porém o seu corpo ressurreto possuía poderes estanhos, que transcendia as limitações físicas, podia interagir com a ordem natural, mas ao mesmo tempo transcendia essa ordem.

 

A ressurreição de Jesus não é um evento isolado que outorga, aos homens, a calorosa confiança e esperança de uma ressurreição futura. É o começo da própria ressurreição escatológica. É a natureza escatológica da ressurreição de Jesus que provoca tanta perturbação no historiador moderno, segundo o testemunho do novo testamento, a ressurreição não tem causa histórica, ela é o ato de Deus, e o historiador, como tal, não pode falar sobre Deus.

 

Assim, concluímos que a ressurreição de Jesus é um evento escatológico, que ocorreu na história e deus surgimento a igreja cristã. A Igreja veio a existir em virtude de um evento escatológico, e ela, por sua vez, é uma comunidade escatológica, com uma mensagem escatológica.

 

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